EM PÉ DE GUERRA – TUPINAMBÁ NO SUL BAHIA SÃO ATACADOS


da pagina Luta Tupinambá no facebook

Após quase trezentos anos de ser anunciada a extinção do povo Tupinambá, no sul da Bahia, mais precisamente nas cidades de Una, Buerarema e Ilhéus se levantou um povo pertencente a Grande Nação Tupinambá. Os Tupinambá de Olivença foram reconhecidos pelo Estado brasileiro na década passada e em 2009 seu território de 49 mil hectares teve conclusão noma etapa do processo de demarcação, faltando apenas que a presidente dilma homologue, para ter oficializado a demarcação das terras do Povo Tupinambá de Olivença.

A Grande Nação Tupinambá habitava toda a costa brasileira, desde São Paulo até o Ceará, esse vasto território era dividido com outros povos, que pelo menor número, indica que o Povo Tupinambá é um povo hospedeiro, que dava acesso ao mar à outros povos, é o caso dos Pataxó, Tupiniquim, entre outros. Com a chegada dos invasores, estes foram obrigados a deixar a costa brasileira e se embrenharem para o interior. Acredita-se que os Araweté são remanescentes destas diásporas Tupinambá. Ainda há um número expressivo de Tupinambá vivendo entre os Guarani Mbyá do litoral paulista e carioca, os quais foram reconhecidos pelo Estado brasileiro como “Tupiguarani”, nome inventado pela igreja católica, que diz ter feito isso para proteger os Tupinambá, que estavam sendo caçados e mortos pelos bandeirantes. Há aldeia Tupinambá no Pará e no Ceará. Além de número alto de Tupinambá vivendo com os Pataxó Hã Hã Hãe, no extremo sul da Bahia e nordeste de Minas Gerais.

Desde o século xvii, não se ouvia mais falar em Tupinambá vivendo em terras da corroa portuguesa. Mas como explicar a existência desses Tupinambá de Olivença?

1006337_218988881592598_2138743432_nFelizmente, o Estado não conseguiu exterminar toda a Nação Tupinambá. E a decisão de negar  a identidade étnica foi adotada como estratégia de sobrevivência.  Aquelas taba que não tiveram sua identidade alterada para nome de outro povo, como no caso dos “Tupiguarani” e Araweté, negaram totalmente sua identidade, inclusive não se apresentando em público como indígena. Alguns passando a trabalhar para o fazendeiro invasor, outros perambulando pelos sertões nordestinos e muitos se mudando da zona rural, para os grandes centros urbanos, como a capital paulistana, a cidade do Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju, Maceió, etc.

Se sentindo seguros, em 2000 o povo Tupinambá de Olivença resolveram assumir a sua identidade Tupinambá e reivindicar suas terras junto ao Estado, mesmo sabendo que o que ocorria com os Guarani e Kaiowá do MS e tantos outros povos no nordeste brasileiro, resolveram enfrentar os invasores novamente.

Após 4 anos de conclusão do Laudo Antropológico e vencidos todos prazos legais, o Povo Tupinambá de Olivença ainda não teve suas terras demarcadas. Por conta desta morosidade do governo em demarcar terras indígenas, há um genocídio em curso. O governo, ao não assinar a homologação de Terras Indígenas, assume sua responsabilidade e coautoria em todos os crimes que estão sofrendo os povos indígenas neste momento. As cenas de violência denunciadas pelos Guarani Kaiowá no MS agora estamos vendo ocorrer nas cidades no sul da Bahia e a presidente dilma, assim como lavou suas mãos no caso dos Guarani Kaiowá, de mesma forma está fazendo com o Povo Tupinambá. Mas, dilma, sangue de indígena impregna nas suas mãos, não há alvejante ou detergente que a limpará e só a demarcação homologada poderá minimizar a sua culpa na tragédia que está acontecendo no sul da Bahia com o Povo Tupinambá.

Só este mês já foram 3 onibus escolares alvejados de tiro, 2 ambulancias ateadas fogo, 8 casas na cidade de Buerarema e 1 casa na aldeia Itapoã incendiadas, 2 Tupinambá assassinados e vários feridos nos conflitos estabelecidos a partir das incitações das emissoras das rede globo e rede record.

Neste momento o povo Tupinambá do sul da Bahia necessita de todo apoio daqueles e daquelas que lutam por justiça social.

Mais informações na página do facebook https://www.facebook.com/LutaTupinamba

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