Índio Guarani-Kaiowá denuncia as perseguições do agronegócio à sua tribo #Eblog


do site Caros Amigos

Por Paula Salati

eliseu_pbDespejos violentos são cotidianos no dia-a-dia da tribo Guarani-kaiowá. No local onde vivem, no Mato Grosso do Sul, “soja e boi valem mais que uma criança”, declara o kaiowá Eliseu.
As expulsões, feitas a mando de coronéis, fazendeiros e grandes produtores agropecuários, vem causando graves impactos na vida da comunidade como alta mortalidade infantil e suicídio de jovens.

Atualmente, cerca de 45 mil Guaranis-kaiowás ocupam um espaço territorial de apenas 42 mil hectares. “Nossa luta é por demarcação de terras, o que até hoje não aconteceu”, diz Eliseu.
Ele denuncia que o estado brasileiro tem sido omisso na questão indígena, tanto em relação à demarcação quanto nas ameaças, assassinatos e despejos da população. “Vim denunciar a violência que está ocorrendo contra a nossa comunidade. Estão matando lideranças e professores e ninguém está sendo punido”, declara o kaiowá.

Um dos casos que ficou bastante conhecido foi o assassinato do cacique Marcos Verón no ano de 2003, durante um ataque de seguranças da Fazenda Brasília do Sul. Indígenas ocupavam o local e foram retirados com tiros, espancamentos, torturas e sequestro.  Até hoje, nenhum dos responsáveis foi punido.

Hoje, Eliseu também está ameaçado de morte e, por conta disso, não consegue se manter por muito tempo em um local, tendo sempre que se refugiar em um lugar diferente.

*FOTO: Guilherme Zocchio

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Uma resposta para Índio Guarani-Kaiowá denuncia as perseguições do agronegócio à sua tribo #Eblog

  1. Esperança disse:

    Talvez uma maneira para pressionar o governo brasileiro a procurar uma solução conciladora para essa questão seja a criação de um movimento nacional e internacional forte contra a soja e a carne produzidas no Mato Grosso do Sul cujos produtores não respeitem os direitos das comunidades indigenas. Parece que investidores chineses estão interessados em se associar aos produtores brasileiros. Os chineses também são conhecidos por não respeitarem os direitos humanos em seu territorio…

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