Radialista é acolhido por Rede de Proteção


Radialista é acolhido por Rede de Proteção
O radialista Wilton Andrade a sua família deixaram Sergipe e estão sobre a proteção de militantes de direitos humanos
Wilton e a família tiveram a vida devastada após o atentado (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O radialista Wilton Andrade, vítima de um atentado, em dezembro do ano passado deixou o Estado e está na Rede de Proteção a Militantes Pelos Direitos Humanos ameaçados de morte, com sede em São Paulo. O caso sem solução até o momento, sensibilizou os militantes da rede que acolheram Wilton, esposa e filhos. O radialista utilizava o programa de rádio para denunciar e cobrar providências do poder público acerca dos problemas da comunidade.

Após o atentado, Wilton entrou no programa de proteção aos defensores de direitos humanos do governo federal. Porém, abandonou o programa após receber a notícia que não seria mais protegido pela Força Nacional de Segurança.

“Infelizmente o Estado não foi capaz de proteger, o caso não foi solucionado e as ameaças continuaram. O Estado tenta desqualificar o caso, dizendo que o Wilton se retirou do programa, mas a alternativa que foi dada após a retirada da Força Nacional, foi um celular que Wilton poderia ligar caso sofresse alguma nova ameaça”, critica o militante da rede, Givanildo Manoel da Silva.

O radialista faz parte do mesmo programa que protege os indígenas de Altamira, e em especial ao cacique José Carlos Araras. A proteção é devido ao conflito por conta da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

“O atentado ocorreu e o Estado não fez nada, isso é muito sério porque você denuncia o que está errado e alguns grupos se utilizam desse recurso a seu bel prazer. O Estado deveria garantir as condições de sobrevivência do Wilton, mas não ofereceu nenhum apoio nesse sentido”, observa.

Em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a informação é que o caso continua sendo investigado pelo delegado do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), André Baronto, com o apoio da Divisão de Inteligência da Polícia Civil (Dipol). A SSP garante que existem algumas linhas de investigação, mas até o momento o fato não foi completamente esclarecido.

Por Kátia Susanna

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