Batalhão de Choque da Polícia Militar mata cada vez mais em São Paulo


do site Brasil de Fato

Comando de Policiamento de Choque, que engloba quatro batalhões, e não somente a Rota, matou 45 pessoas na capital em apenas cinco meses 

06/07/2012

José Francisco Neto

da Redação

 

De acordo com dados da Corregedoria da Polícia Militar, fornecidos ao jornal Folha de S. Paulona quinta-feira (5), só a Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar), de janeiro a maio deste ano, teria sido responsável por 45 assassinatos, uma média de nove mortes por mês.

Só em maio deste ano, foram 17 mortes, sendo que dessas, seis ocorreram na operação da Rota que acabou após intensa troca de tiros com supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), na zona leste de São Paulo.

Por sua vez, em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informa que os números apresentados não se restringem à Rota, mas a todo o Comando de Policiamento de Choque, que engloba quatro batalhões e um Regimento de Cavalaria.

A Polícia Militar argumenta que se houve aumento de mortes em “resistências”, isso se deveu ao aumento de operações em que houve “confronto provocado pela reação de criminosos”, e lamenta toda ocorrência em que haja o resultado “morte”, reafirmando que esta opção “é sempre do criminoso”.

De qualquer forma, em dois anos, os homicídios causados pelo Batalhão da Polícia Militar, no mesmo período, subiram mais de 100%.

 

Polêmica

Em relação aos homicídios, o tenente-coronel e chefe da Rota Salvador Modesto Madia afirmou na terça-feira (3) a Folha de S. Paulo que “não se importa com números, mas sim, com a legalidade dessas mortes”.

De acordo com o movimento social Rede Dois de Outubro, Madia é responsável por 78 execuções no Massacre do Carandiru, no dia 2 de outubro de 1992, em que a polícia militar realizou uma chacina na qual resultou na morte “oficial” de 111 detentos – além de outras execuções não contabilizadas.

“Com todos os indícios de execução que permeiam esses casos, esse discurso do comandante da Rota é claramente uma conivência (para dizer pouco) com os massacres praticados contra nossa população negra, jovem e pobre”, diz o movimento em nota.

Para o integrante do movimento Mães de Maio, Danilo Dara, com esse depoimento o comandante da polícia explicita que a política de segurança pública em São Paulo se baseia em mais prisões e, “naturalmente”, mais assassinatos. 

“Para ele [o tenente-coronel], deve ser “natural” São Paulo ser hoje o estado com mais pessoas presas, mais de 170 mil, e com índices crescentes de letalidade da Rota desde 2007, ano a ano”, critica Dara.

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