MOÇÃO DE APOIO A LUTA DO POVO GUARANI KAIOWÁ


MOÇÃO DE APOIO A LUTA DO POVO GUARANI KAIOWÁ

  

 

Apoiamos a luta do povo Kaiowá e Guarani através da retomada de suas terras originais e contra os crimes cometidos pelos latifundiários e negligência do Estado. 
 
Assinam:  
 
BRAVA COMPANHIA (São Paulo – SP)
BURACO D`ORÁCULO (São Paulo – SP)
TRUPE ARTEMANHA DE INVESTIGAÇÃO TEATRAL (São Paulo – SP)
BANDA PRETO SOUL (São Paulo – SP)
CIA. ESTÁVEL DE TEATRO (São Paulo – SP)
CIA. RUANDEIROS (São Paulo – SP)
Grupo Teatral Parlendas (São Paulo – SP)
COLETIVO ALMA – Associação Aliança Libertária Meio Ambiente (São Paulo – SP)
Cia Teatro dos Ventos (Osasco/SP)
ROSA DOS VENTOS (Presidente Prudente – SP)
OS MAMATCHAS (Presidente Prudente – SP)
Grande Companhia Brasileira de Mysterios e Novidades-SP/RJ
Mamulengo Sem Fronteiras (Brasília – DF)
Grupo Teatro de Caretas (Fortaleza – CE)
Companhia de Teatro Esquadrão da Vida (Brasília – DF)
Associação Cultural Tropa do Balaco Baco (Arcoverde – PE)
Grupo TIA (Canoas – RS)
Coletivo Fulô (Natal – RN)
Grupo baião de dois  (Manaus- AM)
Folgazões Companhia de Artes Cênicas (Vitória – ES)
TEATRO ITINERANTE – RJ
Grupo Pau de Arara- DF
FUNDAÇÃO FÉ E ALEGRIA DO BRASIL
 

“Os brancos acham mesmo que estou sendo pacificada, mas posso testemunhar que ainda somos uma ameaça para o sistema capitalista, o agronegócio, a FAMASUL, porque seguimos escrevendo a nossa própria história”

VALDELICE VERON

 

Não é de hoje que os povos indígenas estão em luta. No Mato Grosso do Sul, o povo Guarani Kaiowá arrisca a própria vida para garantir o futuro dos seus descendentes e a proteção da natureza, através da luta pela reconquista de suas terras tradicionais. A luta pela manutenção do seu modo de vida, de sua cultura e a reprodução da sua relação com terra, faz com que os indígenas encontrem-se em confronto direto com o capital, enfrentando o agronegócio em expansão – incentivado e financiado pelo governo federal como forma de impulsionar a economia em tempos de crise global – o que significa, em última instância, a luta contra o atual modelo de desenvolvimento no campo.

Os recursos naturais existentes nas terras são fundamentais para a existência do povo indígena e, não bastando os crimes contra esta terra – o desmatamento, envenenamento do solo e das águas – há um processo e violência direta por parte dos fazendeiros e seus pistoleiros aos povos tradicionais, através de ameaças e assassinatos. Foram 273 lideranças mortas em nove anos e os criminosos estão impunes, passeando livremente em seus carros de luxo. Há um exemplo recente: No dia 16 de fevereiro de 2013,  um jovem da aldeia Tey ‘ikue foi assassinado, o fazendeiro Orlandino Carneiro Gonçalves assumiu a autoria do crime e, após prestar depoimento na delegacia, foi solto. Mas a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul cumpre sua função ao realizar o despejo forçado de cerca de mil indígenas Guarani Kaiowás que ocuparam a fazenda em protesto contra este homicídio e todas as injustiças que vêm sofrendo há muito tempo naquele Estado.

 O extermínio e expulsão dos povos tradicionais de suas terras de origem são acompanhados pela negligencia e até mesmo cumplicidade dos órgãos estatais e a displicência das instituições que tem o compromisso com a causa indígena, que deveriam garantir a efetivação da Constituição de 1988 (que reconhece o direito a seus territórios tradicionais), mas que garantem apenas a continuidade do estado das coisas, pois, talvez, é o que assegure a existência destas instituições.

 Na década de 20, com a perspectiva de integrar as populações indígenas ao mundo ocidental – educando e orientando os índios ao trabalho – foram criadas oito reservas indígenas no Mato Grosso do Sul. As áreas foram escolhidas por funcionários federais do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) desrespeitando e desconsiderando os padrões étnicos de ocupação do habitat tradicional e as concepções territoriais dos indígenas.

“Estamos reivindicando o nosso direito pela nossa terra tradicional, o nosso direito pela vida e dignidade, porque nos não conseguimos mais viver, sobreviver nas reservas indígenas que um dia o governo impôs pra nós e, é por isso, que nós estamos de volta retomando o que um dia foi nosso, que é nossa terra tradicional. Porque é lá que a gente se reorganiza de novo, é lá que a gente tem a gestão territorial do povo Kaiowá e Guarani de volta, do nosso jeito de ser, com os nossos saberes próprios….essa 8 reservas indígenas são uma área de confinamento, uma área de abate pro povo Kaiowá e Guarani. O programa do governo, na época, era pra integração do povo indígena Guarani e Kaiowá, o qual nós nunca aceitamos e jamais vamos aceitar. (…) O povo Kaiowá Guarani sempre resistiu calado, só que agora nós não conseguimos mais ficar calados, porque estamos sendo mortos, assassinados.” VALDELICE VERON 

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2 respostas para MOÇÃO DE APOIO A LUTA DO POVO GUARANI KAIOWÁ

  1. Igualmente contem conosco. Não sabemos ao c erto como fazemos para assinar os manifestos aqui. Solicitamos por favor nos indicarem e que possamos compartilhar os que estamos movendo desde sempre.Com referência aos Parentes Kaiowas e outros Parentes, movemos denúcias,através de diferentes mecanismose ferramentas em redes.Agradecemos poder somar mais que “uma postagem”.

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