Nota Pública da APROPUC-SP à Reitora Nomeada da PUC-SP


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Pelo arquivamento imediato do processo político instaurado contra a diretora, Profª Drª Maria Beatriz Costa Abramides

Na data de 08 de março de 2013, a Reitora nomeada da PUC-SP instaurou processo administrativo, de cunho político, contra a diretora da APROPUC, Profª Drª Maria Beatriz Costa Abramides, por ter acompanhado manifestação de estudantes no CONSUN em 27 de fevereiro. A Comissão Processante ouviu a Profª Beatriz em duas ocasiões, 27 de março e 17 de abril, e em 02 de maio foram ouvidas as testemunhas de defesa. Em 9 de maio, os advogados da Profª Beatriz realizaram a entrega da defesa à Comissão. Esta enviou seu parecer final à Comissão de Sindicâncias e Processos Administrativos em 27 de maio. Os advogados de defesa obtiveram informação junto à Comissão de Sindicâncias e Processos Administrativos que o relatório final com os pareceres foi encaminhado à Reitora nomeada Professora Dra Anna Cintra na semana de 10 de junho. Até a presente data, 27 de junho de 2013, a Reitora não fez qualquer manifestação. Recusou-se a receber a diretoria da APROPUC após ter confirmado a solicitação de uma reunião e por duas vezes recusou-se a falar com jornalistas do Jornal PUCViva.
Em um momento em que milhares de manifestantes vão às ruas de todo o país para reivindicar direitos elementares e exigir que os governantes ajam com transparência e democracia, é inadmissível que, na PUC-SP, se mantenham formas obscurantistas como processos políticos contra professores, estudantes e funcionários por manifestarem suas posições por meio de ações coletivas. Entendemos que, tão grave quanto, é o fato de, após mais de um mês de encerradas as oitivas para se esclarecerem os fatos apontados pela senhora reitora para a instauração do processo político contra a professora, até o momento não obtivemos um posicionamento claro da sra. Reitora em relação ao parecer final da comissão. Acrescido da pusilanimidade política quando, sob o manto de autoridade que lhe foi outorgado, se nega a conversar com as entidades profissionais e sindicais (CEFESS e APROPUC-SP) que não só encaminharam manifestações por escrito, mas também solicitaram audiência para tratar do processo. Ignorou, ainda, milhares de manifestações de apoio à professora e de repúdio aoprocesso político.
A Diretoria da APROPUC vem se posicionar pelo imediato arquivamento do processo em questão, sem quaisquer punições à diretora Maria Beatriz Costa Abramides, em consonância com o respeito à democracia, ao direito de manifestação e de associação sempre defendidos por esta Associação e, hoje, exigidos por toda população brasileira nas ruas.

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