UM NOVO CAPÍTULO DA PERSEGUIÇÃO A CESARE BATTISTI


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por Magno de Carvalho

Lula não quis passar para a história como Getúlio, que extraditou Olga Benário, companheira de Luis Carlos Prestes para a Alemanha nazista e que acabou assassinada, como era de se esperar num campo de concentração. Como último ato de seu governo, Lula assinou a negativa ao pedido de extradição de Cesare Battisti, ato posteriormente ratificado pelo STF que reafirmou ser prerrogativa do Presidente da República tal decisão.

Inconformada, a direita mafiosa italiana não parou de trabalhar pressionando, comprando e chantageando governo, políticos, magistrados e polícia federal, a burlar a decisão soberana do Brasil de conceder o status de residente permanente, de fato “refugiado político” a Cesare Battisti.

Destruir aquele que se tornou um símbolo da luta contra a opressão capitalista, brutal nos anos de chumbo na Itália dos anos 70, tornou-se uma “questão de honra” para os reacionários de variadas matizes da Itália, ou fora dela para os quais o que menos importa é se as acusações contra Cesare Battisti têm fundamento ou não.

Qual a alegação agora? O uso do passaporte e carimbo falsos para entrar no Brasil, acusação feita em 16 de janeiro de 2009 – crime passível de expulsão do país (recurso apresentado pela defesa foi negado agora).

Ora, como Cesare Battisti poderia ter vivido se deslocado e passado por tantos países sendo um perseguido e refugiado político durante todos esses anos até chegar ao Brasil? Com um passaporte “quente”, legal? Fornecido pela Itália? Ou será que a Interpol tem um departamento de expedição de passaportes para perseguidos políticos?

Os passaportes falsificados, os carimbos falsificados significaram e significam a vida para milhões de perseguidos políticos em todo o mundo, inclusive brasileiros nos anos de chumbo da Ditadura Militar, na mesma década de 70.

Nesse momento histórico, em que estamos indo para as ruas dizer: BASTA! À situação inaceitável que vive o povo em nosso país, mais que nunca não iríamos aceitar essa ingerência da Itália sobre o governo brasileiro para que abra mão da soberania nacional, passando por cima de decisões tomadas.

É inadmissível que a polícia federal, subordinada ao Ministério da Justiça tenha segurado até agora a entrega da carteira de identidade definitiva de estrangeiro residente no país, sendo que o prazo de validade da provisória venceu há mais de um ano, apesar das inúmeras solicitações de Cesare Battisti e de seu advogado e, apesar da decisão do STF de 8 de junho de 2011.

Chega de ingerência italiana no Brasil no caso de Cesare Battisti, pelo fim da perseguição política e pela imediata liberação da sua carteira de identidade de estrangeiro residente.

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