RELATO DE UM USUÁRIO DO SUS


RELATO DE UM USUÁRIO DO SUS

Senti dor no peito, fui até a AMA, não havia médico, disse a recepcionista que estava almoçando, que iria retornar as 14h, mas ainda eram 12h30. Não quis esperar e fui para o hospital. Uma longa fila para ser atendido, até fazer a ficha foram mais 35 minutos. Passei por uma triagem com enfermeira (ou técnica em enfermagem), recebi uma fitinha laranja no pulso. aguardei mais 50 minutos. Ao meu lado havia um cartaz com a legenda do significado das cores das pulseiras colocadas na triagem, a minha dizia que o atendimento seria em até 10 minutos.

O médico gritou “próximo”, era minha vez, eu entrei. Na ficha em sua mesa já estavam digitadas as informações que dei no momento que fiz a ficha e na triagem. Mesmo assim ele me pergunta o que estava sentindo. Expliquei tudo de novo, relatando a dor. Em menos de 2 minutos uma receita de injeção de voltarem e eu podia voltar pra casa.

Fui até a direção do hospital e exigi um exame de eletrocardiografia. “Não podemos fazer nada”, disse a pessoa que não era o diretor do hospital. “Os médicos sabem os procedimentos e nós não podemos intervir no seu trabalho”, completou. Antes de ser votado o ATO MÉDICO eles já eram incontestáveis nas unidades de saúde.

Fui pra casa sem atendimento, depois na madrugada a dor foi mais forte, fui para outro hospital, desta vez fui atendido um pouco mais rápido, mesmo assim foram 30 minutos desde a ficha, a triagem e o atendimento médico. Uma consulta de 5 minutos, algumas respostas e finalmente um pedido de eletrocardiografia.

Mais 20 minutos até realizar o exame. Resultado sai na hora. Retornei ao consultório médico e esperei mais 30 minutos para ser atendido. Já não era o mesmo médico que me atendeu no inicio. Este leu o exame e disse que teve uma alteração, mas que eu deveria procurar um hospital ou unidade de saúde qualquer que tivesse um cardiologista. Quanto a dor fui orientado por este segundo médico que no meu caso era melhor sentir a dor, pois ela servia de parametro para saber a gravidade, se tomasse medicamento poderia mscarar um possível infarte.

Pela Manhã fui até a UBS/PSF onde sou cadastrado, não tinha vaga para os próximos 2 meses, conversei no balcão da recepção, mas o funcionário disse que não podia fazer nada. Minha sorte que a médica generalista que nos atendia estava chegando naquele instante e sem me consultar, examinar me deu, na base da amizade um encaminhamento para o especialista, no caso o cardiologista e para adiantar, já deu o pedido de exame ecocardiograma.

Já se passaram 3 meses e ainda não foi agendado a consulta com especialista e nem o exame saiu. Minhas idas e vindas ao hospital continuam, mas só monitoram, não fazem nenhum procedimento para tratar a tal alteração que dá nos exames.

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