Comunidade indígena isolada no Pantanal está há 50 dias sem água potável


do site do MPF-MS

Gerador que movimenta estação de tratamento de água queimou e não foi substituído. Etnia guató chegou a ser considerada extinta e vive a 36 horas de barco da cidade mais próxima.

Comunidade indígena isolada no Pantanal está há 50 dias sem água potável Crianças e adultos consomem água não tratada, o que pode trazer sérios riscos à saúde

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul recomendou, em caráter de urgência, que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), reative o abastecimento de água potável na comunidade indígena Guató, em Corumbá, que está há mais de 50 dias sem água potável. 

A Comunidade Guató ocupa a Ilha Ínsua, com 10.900 hectares e a 350 km de Corumbá, demarcada pela Funai em 1998. A viagem de barco até a ilha dura 36 horas. 

O abastecimento de água foi interrompido devido à queda de energia elétrica, que danificou o gerador instalado na aldeia. O equipamento movimenta uma pequena estação de tratamento de água, que é bombeada diretamente do Rio Paraguai. Sem o gerador, os indígenas estão se abastecendo da água não tratada. 

A Sesai, órgão federal criada especificamente para tratar da saúde das populações indígenas, havia se comprometido com o MPF a solucionar o problema até 5 de agosto, mas não cumpriu o prazo. A Secretaria informou que há um aparelho novo em Campo Grande, mas não tem condições de levá-lo até a comunidade. 

Caso a recomendação não seja acatada, o Ministério Público Federal poderá adotar medidas judiciais. 

Comunidade isolada 

Os índios da etnia guató estão instalados às margens do Rio Paraguai. Eles ocupavam as terras hoje pertencentes aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Após serem expulsos de seu território e terem suas aldeias substituídas por fazendas de gado nas décadas de 1940 e 1950, os guató migraram para a periferia das cidades do Pantanal. Eles foram, então, julgados extintos. Somente em 1976, alguns indígenas guató foram encontrados em Corumbá e começaram a se organizar e lutar pelo reconhecimento de sua etnia. 

São considerados, hoje, os últimos dos povos indígenas canoeiros que ocuparam as terras baixas do Pantanal. Eles vivem na ilha Ínsua, a 350 km de Corumbá, demarcada pela Funai em 1998. Para chegar até a ilha, de 10.900 hectares, é necessário viajar de barco – 36 horas de viagem – ou sobrevoar a região de helicóptero. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul 
(67) 3312-7265 / 9297-1903 
(67) 3312-7283 / 9142-3976 
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ascom@prms.mpf.gov.br 
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