Três informes da Aty Guasu: Em Yvy Katu, jagunços atacaram os Guarani às 23 horas de ontem, dia 4


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Boiada de fazendeiro é ‘tocada’ para destruir tekoha

Informação direta do tekoha Yvy Katu-Japorã em litígio: uma liderança Guarani comunica que um grupo armado das fazendas cercou e atacou as barracas da comunidade indígena, tentando assassinar os líderes indígenas.

Durante confronto, um dos integrantes do grupo armado abandonou uma motocicleta na área que está no poder dos indígenas, que será entregue à polícia federal.

O fato aconteceu ontem, dia 04/11/2013, por das 23 horas. A comunidade está tentando comunicar à polícia federal e agentes da Funai, mas até o momento a polícia federal não chegou à região de confronto. Pedimos a apuração urgente do ataque à comunidade, pela polícia.

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No dia 02 de novembro, na tekoha Yvy Katu, vieram a empresa de televisão da Canal Rural de São Paulo, filmaram e entrevistaram os indígenas sobre a nova retomada que vai ao ar hoje (ontem, dia 4) a partir da 17:00 horas. Essa retomada aconteceu em 2003 e hoje mais indígenas Guarani Nandeva reocuparam as propriedades reivindicando a homologação, já que a área foi demarcada e publicada em Diário Oficial da União em 2006.

Nesse mesmo dia a partir do meio dia uma caminhonete com aproximadamente 8 a 10 homens na carroceria apareceram pertinho dos acampamentos, vindo da direção da fazenda São Jorge, antiga Agrolac. Segundo os indígenas que estavam no local, vieram, se aproximaram e olharam as barracas, mas no momentos não havia ninguém por perto. Mas as famílias que estão acampados estão correndo perigo de assassinatos na região.

A equipe da Funai vieram e vistoriaram, tiraram fotos onde a caminhonete fez rastros. Não estamos mentindo, os povos Guarani acham que o governo tá esperando uma chacina para tomar providências. Chega de injustiça pros lados índios.

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Um fazendeiro da fazenda São Jorge (antiga Agrolac) no final de semana mandou fazer mais duas violências contra Guarani e Kaiowá. No sábado, mandou mais de 10 pistoleiros cercar e provocar as comunidades indígenas Guarani. Ao mesmo tempo, mandou soltar dezenas cabeças de gados no meio das comunidades, para pisotear nas barracas e nos indígenas.

Essas táticas de violências dos fazendeiros para expulsar os Guarani e Kaiowa é antiga. Soltar gado na área indígena é para destruir as casas e pisotear nas roças e nas minas d’água. Segundo o fazendeiro, ele fez isso porque a juíza substituta federal de Navirai-MS [falta informação], escoltado pela segurança particular ou pistoleiros e pela PF. Nesse momento, quem recomeça a atacar e provocar os Guarani é o fazendeiro da fazenda São Jorge. Esse fazendeiro já está garantido para receber a indenização da terra, segundo o MPF.

Por isso, pedimos posição da Justiça Federal, e do governo Federal, antes de comunidades Guarani e Kaiowá reagirem às violências e provocação dos fazendeiros.

Já está comunicado a todas as autoridades e sociedade nacional e internacional. ”Não vamos conviver com os gados e nem vamos recuar não”, afirmam lideranças Guarani. Por enquanto, aguardamos a posição do governo e justiça do Brasil.

Comunidade Guarani do Yvy Katu

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