Professor da Antonio Manoel Alves de Lima tem atitude racista


Não podemos tolerar o racismo, em nenhuma instancia, em nenhum espaço, muito menos na escola.

Todos estão acompanhando a mobilização estudantil na Escola Estadual Antonio Manoel Alves de Lima contra o muro, que segundo a direção e professores da escola, é a solução para a entrada de usuários de droga na escola.

Mas em nota, a Fundação Julita aponta para outra solução, que não seja o muro, que irá isolar a questão. O muro não resolve o problema de drogas, nem na escola nem na sociedade. O muro é apenas uma forma da direção gastar a verba que chegou à escola e nada mais.

Durante o processo de mobilização dos estudantes, contrários ao muro diversas foram as violações de direitos cometidas pela direção da escola e por professores que apoiam a diretora nessa insistência tola de que o muro é a solução.

Um dos estudantes que compõe a “comissão de estudantes contrários ao muro”, nos relatou que foi vítima de racismo por parte de um dos professores. A atitude racista, de um dos professores se deu quando o aluno foi na sala de aula, para convocar os alunos para a reunião onde iria ser discutido o muro. O aluno falou aos seus colegas que “conversem com seus pais sobre o que significa este muro e os convença de votar contra o muro”. Foi a deixa para o professor de biologia, Alecsander, que tem posicionamento contrário a dos estudantes, dizer ao aluno que ele “não era ninguém, para manifestar contra o muro”, passou a constranger o aluno na frente dos colegas, que o aluno “não tinha o direito de fazer nenhuma manifestação”, pois segundo o professor, o aluno “falta mais que aparece na escola”. Porém este aluno tem nota, é participativo na escola e ainda é participativo na vida da comunidade, como voluntário na igreja que frequenta.

O professor Alecssander, de Biologia, é o mesmo que pediu palavra durante a reunião do dia 04, para falar que os alunos “deveriam manifestar quando os seus colegas impedissem o professor de dar aula”, mostrando-se um verdadeiro arrogante. Dono da verdade, que acha que o que diz é tão importante, que ninguém pode interferir.

A lei está do lado dos estudantes e todas que conhecemos está contra este professor de biologia.

O aluno questionou o porquê ele, o professor, não teria falado em mesmo tom com os alunos que não são negros. Diante do que o estudante já percebera, fiquei sem palavras, pois este garoto de 16 anos veio me dizer que “vida de preto é sofrida”. Apenas 16 anos e já passa por violação de seus direitos e é vitimado por aquele,  que deveria defender seus direitos estabelecidos pelo artigo 227 da constituição federal, pelo artigo 53 do ECA, pela LDB e outras leis. É o professor, que deve conhecer estas leis, quem deve zelar pelos direitos dos estudantes dentro do espaço da escola. O estudante compreendeu a atitude deste professor como sendo racista, pois a única diferença em relação aos demais é sua origem negra.

Não podemos tolerar o racismo, mesmo que ele venha de um de nossa classe, como é o caso do professor Alecssander, de Biologia da Escola Estadual Antonio Manoel Alves de Lima.

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Uma resposta para Professor da Antonio Manoel Alves de Lima tem atitude racista

  1. Clovis Pacheco F. disse:

    Estou achando esta história muito mal contada!

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