Mais uma agente da opressão é apontada dentro de escola da periferia de São Paulo


A EE Antonio Manoel Alves de Lima já foi a “melhor” escola da região, mas não sabemos quais aspectos são analisados para esta determinação. Vemos a Antonio Manoel como qualquer uma escola. Cercada de grades por todos os lados e muros para contenção de estudantes.

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Nos últimos dias o movimento dos estudantes contra o que chamam de MURO DA VERGONHA, ganhou as paginas da internet, inclusive o site oficial da prefeitura de Itu. Com a fala de um dos estudantes na ultima reunião da comissão contra o muro e a direção e professores que defendem o muro, “NÃO QUEREMOS ESTUDAR NUMA PRISÃO E É NISTO QUE ESTÃO TRANSFORMANDO NOSSA ESCOLA”, o discente expõe bem qual é sentido de tanta polêmica em torno deste muro.

Uma estudante escreveu no CMI que o muro tira o sol, o acesso ao verde e os cantos dos pássaros. O mesmo que ocorre com quem está cumprindo pena nas prisões pelo mundo a fora. Para nós é para isso que a escola prepara os alunos, para serem obedientes, tanto as leis violentas quanto as penas que elas estipulam. Não é à toa tamanha semelhança das escolas com as unidades do sistema carcerário brasileiro.

Após as grades e muros, outra semelhança que veio a tona nestes dias de luta contra o muro é a opressão. Diversos professores já foram denunciados pelos estudantes e todo o quadro da direção da escola, inclusive assumiram em reunião do dia 10 de dezembro a agressão sofrida a aluna dentro da escola por uma Cabo da PM chamada pela própria direção.

Os estudantes que participam da mobilização, compondo a Comissão Contra o Muro e o movimento “Escola Não É Prisão”, estão sofrendo retaliação por parte do corpo dos funcionários da escola (incluindo direção, administração, inspetores, docentes e psicóloga). A psicóloga Ivonete, que foi contratada para mediar conflitos dentro da escola está telefonando para as mães e pais de alunos, falando que o filho e ou filha está envolvido em arruaça, baderna e manipulados por políticos para prejudicar a escola, com isso, com a fala mansa, consegue convencer pais e mães a coagir os alunos que estão envolvidos na mobilização e a cada dia, conseguem diminuir o contingente de estudantes nesta Luta, digna e legítima contra o MURO DA VERGONHA. As falas desta psicóloga durante as reuniões são muito emblemáticas, indicando que a mesma não segue o código de ética dos profissionais de psicologia. Por exemplo, insinuações de que os alunos podem estar mentindo sobre as denúncias apresentadas contra professores ou chamar alunos de canto e dizer que “nós poderíamos ter resolvido isso dentro da escola, não precisava ter chamado o Tribunal Popular e manchar a imagem da escola na internet” é configuração de opressão e coação por parte da profissional, que não agiu neste caso, em nenhum momento, como profissional de psicologia, que é a função dela dentro da escola. Um profissional de psicologia dentro da escola não pode ser agente da opressão, pelo contrário, ele está ali para, também garantir a participação e a emancipação dos estudantes dentro e fora da escola.

O movimento ganhou forças a partir do dia 2 de dezembro, quando fizeram um ato pacífico dentro do pátio da escola, ao lado do MURO DA VERGONHA e desde então vem somando apoios diversos pelas redes sociais, sites e blogs e o reforço da comunidade, ONG e movimentos sociais que atuam na região sul de São Paulo, entre eles a Fundação Julita, Bloco do Beco, Coletivo Katu, Sacolão das Artes e Tribunal Popular, que faz a orientação jurídica para o movimento.

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