Direção de escola na periferia perde o respeito


A Srª Valdete Carvalho vem perdendo a oportunidade de fazer a coisa certa desde 02 de dezembro, quando os estudantes da escola Antonio Manoel Alves de Lima, onde ela é a diretora, fizeram um ato de protesto contra o muro que ela está construindo no pátio da escola, segundo ela é para impedir a droga entrar na escola.

Para nós há outra razão para este muro. A diretora se tornou criminosa defendendo este projeto que todos apontam como ineficiente para solução do problema apresentado. O muro no pátio não irá impedir a droga entrar na escola, já que ela vem no bolso dos usuários. Acreditamos que o muro é apenas uma forma rápida de justificar a utilização da verba vindo da Instituto Alcoa, pertencente a mineradora Alcoa. Agora resta levantarmos por qual razão a Valdete insiste em construir este muro, que nem alvará tem.

Sem nenhuma credibilidade junto aos estudantes da escola, a diretora foi vaiada durante seu pronunciamento na formatura dos estudantes. No sábado, dia 14 de dezembro, toda vez que ela se pronunciava, recebia um coro de vaias dos estudantes e seus pais. E quando não vaiavam, simplesmente não davam atenção ao que ela falava, todos começavam a conversar em voz alta. Valdete, desde o início das manifestações contra o muro vem sendo atacada pelos estudantes. Em texto, uma estudante a chama de “ameba” pela persistência dela no erro de edificar o muro.

Para piorar a situação dela, a cada dia a diretora se afunda ainda mais. Primeiro foi chamando fora do horário de aula, alunos para conversas particulares. Para um pediu claramente para que o mesmo apontasse professores como sendo os pivôs da manifestação. Para outro, obrigou a escrever na página do facebook da organização estudantil que não precisava mais manifestações. Depois disso tudo, a direção passou a constranger e coagir professores, querendo que os mesmos assumissem a organização estudantil.

No dia 09 de dezembro a diretora chamou a PM para reprimir alguns alunos que estavam ensaiando para a festa do dia seguinte. Uma estudante foi agredida pela policial, teve seu braço torcido e sua cabeça lançada no muro. Tudo acontecendo na presença da direção (diretora e vice), professores e funcionários. Depois cada estudante era levado para a sala da diretora e ali passaram por mais uma sessão de tortura psicológica.

O PM disse que fora chamado para conter uma invasão a escola e a cabo que violentou a estudante agiu de forma padrão num caso de invasão de escola. Porém, a lei é bem clara, não pode a PM ser chamada na escola. Para além disso, não se deve chamar a PM para alunos da escola, ainda mais sendo a diretora da escola.

Não obstante tudo isso, a diretora fecha o ano com mais um desrespeito com a comunidade. Ontem houve uma segunda reunião, que vale frisar que foi tirado a data e horário pela própria Valdete e ela não vai a reunião, prova de que não está aberta ao diálogo com a comunidade.

Essa diretora perdeu mais uma chance de fazer a coisa certa, de escutar a comunidade, de solucionar o problema causado pelo muro. Mais um motivo, dado por ela mesma para que não seja respeitada.

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