A OPERAÇÃO DE BRAÇOS ABERTOS E A INVEJA DO ALCKMIN


Por Pedro Peruzzo

Ontem o governo do estado (Geraldo Alckmin) deu mais uma demonstração de desrespeito com a vida de pessoas que estão se esforçando para abandonar o crack. Num modelo de ação bem estúpido e baixo, o governador articulou uma ação unilateral com a Polícia Civil com o único intuito de prejudicar a política de saúde, assistência social, trabalho e direitos humanos que está sendo feita na região conhecida como “cracolândia” em São Paulo. 

A Prefeitura de São Paulo planejou a “Operação de Braços Abertos” com muito cuidado, com pessoas altamente especializadas e implementou a política que tem por finalidade oferecer trabalho, moradia, alimentação e atividades educativas para pessoas que, por não terem tido condições de terem uma vida normal por algum motivo, se tornaram dependentes ou usuários de crack. 

A operação é uma articulação de várias Secretarias (Saúde, Direitos Humanos, Assistência Social, Trabalho, Segurança) e estava sendo implementada com muito esforço e dedicação por servidores, militantes e voluntários da sociedade civil. Ocorre que, na linha de uma política nazista e higienista, a Polícia Civil, a mando do governador Geraldo Alckmin, decidiu atravessar a operação e causar uma situação de graves violações a direitos básicos não apenas dos usuários de crack, mas também das famílias dos usuários e de toda a população que aposta numa sociedade mais livre, justa e igualitária, como prescreve a Constituição Federal. 

Há muito tempo o PSDB tem demonstrado a mais repugnante intolerância com os temas de direitos humanos, contribuindo para desconstrução de uma luta de séculos. A luta pelos direitos humanos não é uma luta por direitos de bandidos, como diz a televisão com apoio da direita nojenta do Brasil, mas um sentido por um país que, de fato, seja para todos os brasileiros. 

Grande estupidez daqueles que dizem que “os direitos humanos não vão nas casas dos humanos direitos”… discursozinho idiota! Os direitos humanos não vão à casa dos humanos direitos, como também não vão a lugar nenhum, pois os direitos humanos não têm pernas (tenho cansado de repetir isso)! Os direitos humanos representam um conjunto de direitos básicos que fundamentam atitudes e, exatamente por isso, se alguém acha que falta direitos humanos em algum lugar, que assuma esse fundamento e, com as próprias atitudes, leve esse sentido para onde quer que seja! 

A Prefeitura de São Paulo e todas as pessoas comprometidas com a luta contra o crack acham que falta direitos humanos (saúde, trabalho, educação, lazer, moradia) para os usuários e dependentes do crack. Foi por isso que a política pública foi criada. Se o Alckmin e a Polícia Civil acham que na “cracolândia” não precisa de direitos humanos, então que fiquem longe dali e que levem esses direitos para onde bem entenderem. Só não atrapalhem o trabalho de quem está apostando numa das políticas de drogas mais ousadas e, talvez, mais certeiras que já foi implementada pelo Poder Público no Brasil. 

Nenhum argumento justifica a ação da Polícia Civil na cracolândia, pois uma política pública tem início, meio e fim. O êxito ou o fracasso da Operação de Braços Abertos somente poderá ser avaliado no fim do programa e, neste início, todas as ações devem ser pactuadas e respeitadas as ações da Prefeitura e de todas as organizações que estão trabalhando em conjunto. Se alguém não conhece ou duvida do programa, é só dar uma passada no local e conversar com os agentes públicos e, especialmente, com os beneficiários do programa. 

A eleição para governador está chegando e, por essas e outras, está mais do que claro que é chegada a ora e a vez do fim do PSDB no governo paulista.

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