Professores da EE Antonio Manoel: racismo, preconceito e higienismo


A EE Antonio Manoel caiu muito no conceito de escola padrão. Conceito que só desmoronou após as manifestações dos estudantes no fim de 2013. Com denuncias que vão desde violação dos direitos constituídos das crianças e adolescentes até a falta de água em dias quentes, racismo etc.

 

Mal o ano letivo iniciou e a escola foi matéria no SPTV, da Globo, que veiculou a falta de professores em alguns turnos. Falta de professores que está diretamente ligado às diversas investidas da diretora, dona Valdete Carvalho, em assedio moral contra professores. Ninguém quer trabalhar em uma escola dessa, onde leis criadas no período de ditadura é “esfregada” na cara dos professores.

 

Não obstante nada é feito com professores que ameaçam alunos, que pratica o racismo contra alunos, que pune o aluno com reprovação por ele ter participação no movimento estudantil e ou com a própria diretora, que mentiu para a policia e a mentira ocasionou a violência contra uma estudante dentro da escola. Esses são bem vistos pela direção e se apoiam reciprocamente.

 

A escola seria o lugar mais seguro para deixar nossos filhos, porém na Antonio Manoel não nos sentimos tão seguros assim. Onde já se viu, professor ameaçar aluno de morte e ficar tudo por isso mesmo? Nem uma advertência foi dada ao criminoso. Ou o racismo, que como a ameaça, é crime e que prevê pena sem fiança. Por que isso é tolerado?

 

A resposta é só uma: porque a dona Valdete não é capacitada para exercer o cargo de direção de escola. A prova disso está nas diversas violações dos direitos dos estudantes, como cidadãos e como humanos. Na falta de bom senso para tratar a questão do muro, além da falta de caráter.

 

Mas o que esperar de uma diretora, que tem como pupilo uma professora que defende a redução da maior idade penal no facebook? A professora Adriane Mendonça, publicou charge defendendo a redução da maior idade penal em seu perfil, após criticas de amigos, ela justificou que foi só para iniciar o debate, mas já fazem 8 dias da publicação e ela não manifestou nenhuma opinião contraria a da charge, configurando em total conformidade com a mensagem política do quadrinho. Uma política que existe neste país desde a chegada dos ancestrais da professora Adriane, que com base no racismo, no preconceito e outros valores mais ceifam vidas de tantos que não são de sua cor de pele, de sua classe social e ou nacionalidade.

 

Me respondam uma coisa, pais e mães de alunos da EE Antonio Manoel, vocês que são empobrecidos, afrodescendentes, descendentes indígenas, vocês se sentem seguros em mandar seu/sua filha/o para a aula? Minha resposta é não. Lá podem ser vitimados por um funcionário, por um professor/a e até mesmo pela diretora.

 

Nós queremos uma educação de qualidade, com professores que não tenham preconceitos, não sejam racistas e defenda nossos filhos dentro e fora da escola.

print da página da professora no facebook, tirado dia 11/02/2014

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