Diretora da EE Antonio Manoel dá boi para passar com a boiada


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Mais uma artimanha da dona Valdete Carvalho, diretora da EE Antonio Manoel Alves de Lima, no Jd. São Luis, zona sul de São Paulo, subordinada à Diretoria de Ensino Sul 2.

 

Creio que a maioria já conhece a expressão popular “boi de piranha”, quando joga um boi velho, doente e ferido num canto de rio que tem piranhas, para poder passar com toda a boiada tranquila em outro ponto do rio, porque as piranhas foram devorar o boi. O boi de piranha.

 

Assim fez a senhora diretora, que por meio de suas fantoches, entregou um abaixo assinado na ALESP pedindo a reforma da quadra esportiva, o boi de piranha da dona Valdete. Teoricamente e segundo a direção escolar, a quadra está interditada desde junho de 2013. Já segundo os estudantes, tem 2 anos que não é usada a quadra. A estrutura metálica está desabando, traves estão aos pedaços, não existe redes nem cestas, além do piso está todo danificado, sendo mais um risco para os estudantes, que desde então não podem ter aulas de educação fisica.

 

Porém, os alunos poderiam ter as aulas ao lado da escola, não prejudicando assim o aprendizado de esportes e exercícios fisicos tão importantes para a saúde dos adolescentes. O coordenador da Fundação Julita, Janio Oliveira chegou a oferecer a quadra da ONG para que os alunos não fossem prejudicados. Sendo muito fácil o acesso, já que entre a escola e a ONG há um portão que dá acesso ao lado das quadras esportivas. Mas a diretora até hoje não deu resposta, nem que aceitaria ou refutaria a oferta. Os alunos simplesmente não tem as aulas desde então.

 

Fato curioso é que nos boletins escolar tem a atribuição de nota de educação física, e consta nos diários que as aulas são dadas. Como a dona Valdete consegue esta mágica não sabemos, mas sabemos que ela apresenta a quadra como sendo o único e prioritário problema a ser resolvido.

 

Por exemplo, ela poderia ter aceito a oferta da Fundação Julita, mas não aceitou. Poderia ter usado a verba que veio, aquela verba usada para construir o Muro da Vergonha, mas preferiu o muro.

 

O mesmo muro que deu motivo para violencia de uma aluna por policiais dentro da escola. O mesmo muro que foi o mote de tantas outras violações dos direitos humanos dos estudantes enquanto adolescentes e estudantes.

 

Mas as nossas piranhas são bem mais espertas, não querem comer carne velha, doente e sem sabor. Nossas piranhas tem fome, mas fome de EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. Fome de seus direitos já conquistados, fome de participação ativa na vida escolar, fome poder se organizar em gremio estudantil, fome de combater o racismo, a violencia e a opressão dentro e fora da escola.

 

Então senhora diretora, não adianta mandar seus capangas e capatazes levar o poi velho, magro e doente pois nós, as piranhas estamos de olho e sabemos discernir bem o que queremos por convicção política e o que querem nos enfiar goela a baixo, por arbitrariedade, despreparo e egoismo.

por

Comissão de Estudantes, Pais, Mães, Comunidade, Entidades e Movimentos do Jardim São Luis

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