Madureira Chorou de Dor


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Chega de entulho da ditadura! Chega de Terrorismo de Estado!

Por que a polícia não chega atirando em uma rua do Leblon? Por que não humilham e revistam passantes de qualquer rua do Leblon? Os moradores do Leblon não usam droga? Há balas perdidas na Zona Sul do Rio de Janeiro? Quantos cidadãos do Leblon são presos para averiguação? Quantas residências do Leblon são invadidas no meio da noite ou a qualquer hora à procura de supostos bandidos? Quantos moradores deste bairro são esculachados pelos policiais diuturnamente? Não há criminosos no Leblon? Quem compra a droga vendida pelos varejistas das favelas?

Por que proibir o comércio de drogas se o comércio de armas é permitido? A maconha somente não foi liberada no Brasil porque o processo produtivo ainda não está nas mãos das grandes corporações do hemisfério norte.
Não interessa à classe dominante acabar com o comércio clandestino de drogas quando empresários, policiais e políticos, entre outros, são beneficiados por estas práticas. Por que somente o comerciante varejista é perseguido? É muito dinheiro sujo! Se houvesse tal interesse, já o teriam exterminado como fizeram com os grupos organizados que se opuseram ao regime de exceção instituído há 50 anos, com a ajuda e liderança dos Estados Unidos. Interessa manter o terror! Interessa manter o ‘apartheid’, a segregação. 

Esta política facilita a manutenção do capitalismo neoliberal que precisa de explorados, de mão-de-obra barata e descartável, de subempregados e outros ‘sub-s’… 

Aqui, gente pobre é tratada como lixo, LIXO. Dentro e fora dos Campos de Concentração das UPPs!

Se não fosse a atuação do Delegado, Orlando Zaccone, o caso Amarildo teria sido abafado.

Se não fosse a câmera indiscreta de alguém, a caso da Cláudia Ferreira também não teria sido conhecido e publicado pela imprensa sensacionalista e cultora de horrores. A morte da Cláudia em Madureira faz-nos recordar que a Aeronáutica, no Galeão, arrastou até à morte, amarrado em carro, o corpo de Stuart Angel. Gregório Bezerra também foi arrastado em Pernambuco. Por que a imprensa não compara os fatos?

Anjinhos e bem-intencionados PMs jogaram Cláudia da Silva Ferreira no porta-malas para maquiar o local e confundir a perícia. Provavelmente, colocariam o corpo em um saco plástico e o desovariam em lugar ignorado… Foram flagrados, para azar deles, por uma câmera que filmou a maldade… O chefe PM tem 63, eu falei 63 casos de homicídio nas costas… O subtenente, Adir Serrano Machado, é o recordista, com envolvimento em 57 registros de autos de resistência (com 63 mortos). O subtenente, Rodney Archanjo, aparece em cinco ocorrências (com seis mortos).

Já estão soltos, para nosso espanto! “De acordo com o promotor, Paulo Roberto Mello Cunha, da Auditoria da Justiça Militar Estadual, ainda não há elementos suficientes para fazer uma denúncia que mantenha os acusados na cadeia.”
Pasmem!

“COMO ALGUÉM PODE MATAR OUTRA PESSOA (AINDA QUE EM LEGÍTIMA DEFESA) E SER MANTIDA EM TRABALHO COM USO DE ARMA?
Quem autoriza a continuidade em serviço é partícipe de crime violento praticado posteriormente.
Quem ordena a política de segurança militarizada é responsável político pelos assassinatos.
O problema não é apenas de quem executa o crime. Mas, de quem o incentiva ou ordena.”
Falou o Desembargador,
 João Batista Damasceno.

“essa organização Colonial das PMs merece discussão Republicana e não desculpas a cada crime, como se a corporação não fosse responsável, assim como seus “comandantes”. Tais crimes são indesculpáveis. É absolutamente injustificado que, a cada crime, venham os responsáveis lamentar e condenar o malfeito e afirmar que são exceções à regra da corporação. Não são. A corporação de D. João é responsável.” Falou o Jurista, Marcelo Cerqueira.

“a PM mata a mulher e a joga no porta-malas, que se abre e a vítima é arrastada. 200 metros depois, os PMsparam o carro (que chamam viatura) e a jogam novamente no porta-malas.
Não são uma ou duas maçãs podres no saco de maçãs, mas o saco é podre e cheira mal, cheira a enxofre.
Cadê Amarildo?” Falou o Jurista, Marcelo Cerqueira.

Como já enfatizou a Dra. Vera Malaguti, o projeto das UPPs transforma as periferias e as favelas em campos de concentração, em ocupação militarizada, onde a autoridade militar permite, ou não, o que os moradores podem ver, ouvir ou escutar. A resistência é sempre criminalizada nestas favelas transformadas em ocupações militares, em campos de concentração, com mortes em série.
Documentos vazados do Wikileaks revelaram que o Brasil compra dos Estados Unidos e de Israel sucatas tecnológicas das guerras do Iraque e, ainda, aquelas utilizadas contra os palestinos, como blindados e outros armamentos. No caso do Brasil, o inimigo é o povo brasileiro.

Segundo o Jurista, Dr. Nilo Batista, a UPP fracassa porque confere poderes abusivos às corporações policiais, no controle das massas economicamente marginalizadas pelo poder dos empreendimentos neoliberais.

Nós, que gostamos de gente, que lutámos contra a ditadura, não podemos aceitar a política de criminalização da pobreza e extermínio de pobres instituída no Rio de Janeiro! Não à segregação social! Fora Caveirão, agora chamado de blindado pela imprensa venal. Chega de blindados! Chega de tentar blindar nosso olhar!
O Terror de Estado implantado pela ditadura perseguiu, sequestrou, estuprou, torturou, assassinou e ainda criou a figura do desaparecido político. Enquanto os covardes torturadores da época da ditadura não forem exemplarmente punidos, e a doutrina de Segurança Nacional prevalecer, a truculência e a tortura continuarão no dia-a-dia do ‘trabalho’ da polícia!

Com indignação,
Eliete Ferrer

PS: Tem gente que acha que os últimos ataques às UPPs no Rio são armação, com o intuito de abonar, de dar razão à conduta truculenta da PM e para justificar mais repressão. Assim foi no episódio RioCentro e outros.
Claudia Brasil claudia-claragomes_web.jpg

 

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